Colonização Evangélica em Ituporanga - Um fato novo!


Descubra neste texto uma magnífica descoberta na Igreja Evangélica de Rio Batalha sobre a colonização protestante em Ituporanga.
O sentido original do termo monumento é do latim monumentum, que por sua vez deriva de monere (advertir, lembrar), aquilo que traz à lembrança alguma coisa. A natureza afetiva do seu propósito é essencial: não se trata de apresentar de dar uma informação neutra, mas de tocar pela emoção, uma memória viva. Nesse sentido primeiro, chamar-se-á monumento tudo o que for edificado por uma comunidade de indivíduos para rememorar ou fazer que outras gerações de pessoas rememorem acontecimentos, sacrifícios, ritos ou crenças” (CHOAY, 2017, p. 17)
Há alguns anos atrás, quando a comunidade da igreja evangélica de Rio Batalha iniciou a reforma daquele monumento importante, um achado valioso pode mudar uma pequena parte da história da colonização protestante em Ituporanga. Logicamente nada desabona os escritos da professora Aracy Santos Sens em sua obra “Ituporanga - 100 anos de História”, tão pouco as memórias escritas por Nilson Boeing na sua Homenagem a Ituporanga ou os relatos orais transcritos pelo senhor João Nicolau Sens na obra “Família Sens, Uma história para se contar”. Estas duas últimas obras com maior peso para a história do culto católico.

Consta que estava enterrada e lacrada no local da atual Igreja Evangélica de Rio Batalha uma garrafa fechada com um manuscrito totalmente legível. Infelizmente o autor do escrito não pode ser identificado na carta, mas pelas funções inerentes ao cargo de secretário, não é de se duvidar que foi redigida pelo senhor Luis Schlemper que ocupava o cargo na época da sua construção. A carta bem redigida conta um pouco do motivo pelo qual o monumento religioso foi construído a partir de 1951 e a história da vinda dos primeiros colonos evangélicos para a comunidade. Um documento manuscrito é sempre uma fonte histórica confiável, então até que se prove o contrário, o luterano Carlos Jensen Filho não foi o único a aportar em Ituporanga em 1918. Está bem claro e redigido no documento que os senhores Gustav e Peter Buechling também vieram no mesmo ano, assentando-se naquela comunidade.

Diz um trecho do manuscrito: “Já no ano de 1918 vieram para o vale do Rio Batalha os primeiros colonos evangélicos - as famílias Gustav e Peter Buechling seguindo-lhes em 1919: Franz Bliesner, Robert, Fritz e Luis Hamm, Heinrich Krueger, Emil Lehmann, Eduard Mohr, Heinrich Starosky; em 1920: Carl Blankemburg, Otto Brunn, Leopold e Bruno Herbst e Adolf Sieves.”

No final deste magnífico documento histórico uma prece ao senhor, vejamos:

“Levantamos a nossa prece ao Deus Altíssimo que nos dê a sua bênção para a obra que ora iniciamos. Queira ele sejam coroados de pleno êxito os nossos esforços de construirmos um templo para louvor e adoração do criador, nosso salvador.”

É realmente um documento importante para todos ituporanguenses, especialmente se levarmos em conta que a comunidade preocupou-se na época em registrar a ocasião do início da construção daquele importante templo e que hoje é apreciado por toda a sociedade, de qualquer culto religioso.

Aquela igrejinha com traços simétricos característicos de seus similares europeus, no alto de uma pequena colina rodeada de plantações bem no seio da comunidade reflete imperiosamente a citação de Françoise Choay no início deste texto, pois aquele templo representa sim, para aquela comunidade o fazer e os sacrifícios das antigas gerações.

Não há quem não se encante e vê-la pela primeira vez. Uma simplicidade que delicia qualquer admirador de monumentos e da história, neste caso da nossa história.

Meu agradecimento especial ao pastor Valdecir Patzlaff, estendendo a toda comunidade que me concedeu a honra de ter uma cópia do documento histórico e assim ajudar a construir a história da nossa gente.

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